terça-feira, 29 de maio de 2012

Efeitos na Saúde.

A cânabis produz efeitos psicoativos e fisiológicos quando consumida. A quantidade mínima de THC para poder notar-se um efeito perceptível é de cerca de 10 microgramas por quilo de peso corporal.[20] Para além de uma mudança na percepção subjetiva, as mais comuns de curto prazo são efeitos físicos e neurológicos, que incluem aumento da freqüência cardíaca, diminuição da pressão do sangue, diminuição da coordenação psicomotora, e perda de memória.[21] Efeitos a longo prazo são menos claros.[22][23]
Alguns estudos associam o uso prolongado da Cannabis com o desenvolvimento de cânceres pois sua fumaça possui de 50% a 70% a mais de hidrocarbonos cancerígenos que o tabaco. Os cânceres mais citados em estudos são os que afetam o respiratório[24] e o sistema reprodutor.[25]

[editar] Efeitos psicoativos

Embora muitos fármacos claramente a inserem na categoria de qualquer estimulante, sedativo, alucinógeno, ou antipsicótica, a cânabis contém tanto THC e canabidiol (CBD), os quais fazem parte da propriedade dos alucinógenos e principalmente estimulantes. Alguns estudos sugerem outros canabinóides, especialmente CDB, encontrado na planta Cannabis que altera a psicoativadade do THC e efeitos estimulantes.[26][27][28]

[editar] Questões da saúde

[editar] Uso medicinal

A Cannabis é indicada para tratar e prevenir náuseas e vômitos, para tratamento de glaucoma, espasmos, além de ser usado como relaxante muscular bem como um analgésico geral. Estudos individuais também foram realizados indicando a maconha para tratamento da esclerose múltipla. Extratos de cânabis também foram criados e vendidos como medicamentos prescritos nos Estados Unidos, principalmente para o tratamento da dor e náusea. Estudos recentes comprovaram a eficácia do THC, principal substância da maconha, contra o células cancerígenas. Em pesquisas com tratamento de câncer há indícios de que o THC possa induzir as células malsãs a um processo de autodestruição [carece de fontes?]; além de pesquisas com injeções intramusculares de concentrações do D9-tetrahidrocanabinol (D9-THC) retardarem a progressão da imunodeficiência de macacos infectados com SIV (variante do vírus HIV) por diminuição da carga viral. [29] [30] [31] Alguns estudos apontam o consumo de THC como benéfico para portadores de Mal de Alzheimer [32]. O brasileiro Dartiu Xavier da Silveira, Doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica, foi responsável por um estudo com dependentes de crack no qual estes se dispuseram a tratar sua dependência com maconha. Ao final do tratamento, 68% dos pacientes abandonaram o uso de crack, e posteriormente também cessaram o uso de maconha. O estudo foi publicado na conceituada revista científica americana Journal of Psychoactive Drugs, em 1999.[33]
Em 2009, um americano entrou para o Guiness Book como a pessoa que mais fumou maconha "legal" no mundo [34]. Irvin Rosenfeld possui um câncer raro nos ossos e recebe a maconha gratuitamente do governo americano como tratamento. O paciente afirma já ter fumado cerca de 115 mil cigarros de cânabis medicinal, uma média de 10 a 12 por dia, desde 1981, tendo sido o segundo paciente a se beneficiar da lei que autoriza o uso de maconha para fins terapêuticos nos Estados Unidos.

[editar] Problemas de saúde

Prejuízo cognitivo
A OMS atesta que o uso da maconha comprovadamente prejudica o desenvolvimento cognitivo (capacidade de aprendizagem), incluindo processos associativos, a capacidade de recordar itens previamente escolhidos, o desempenho psicomotor em uma grande variedade de tarefas tais como coordenação motora, atenção dividida e tarefas operativas de vários tipos como desempenho em máquinas complexas pelo tempo de até 24 horas depois de fumar somente 20 mg de THC.[35] O uso prolongado de maconha não causa prejuízos nas capacidades cognitivas (raciocínio, aprendizado e resolusão de problemas) permanentemente.[36].
Além disso há um aumento no risco de acidentes entre as pessoas que dirigem quando intoxicadas pela maconha.[carece de fontes?] Seu uso constante ainda proporciona deficiência de funcionamento cognitivo que incluem: organização e integração de informações complexas, mecanismos de atenção e processos de memória, mas não leva a um maior comprometimento sem recuperação, pois com a cessação do uso os efeitos passam.[carece de fontes?]
Problemas respiratórios
O consumo da maconha pode causar ferimento epitelial da traqueia e dos brônquios, lesões das vias aéreas, inflamação pulmonar e comprometer a defesa imunológica contra a infecção pulmonar. Há ainda uma maior prevalência de sintomas de bronquite crônica e uma maior incidência de bronquite aguda. A ingestão de fumaça por tempo prolongado e sem filtro aumenta em muito o risco de câncer nas vias respiratórias (boca, faringe, laringe e pulmões).[37]
Além disso, existe o risco de contaminação por diversos agentes infecciosos que não são destruídos ao se fumar, sendo possível que a fumaça cause contaminações pulmonares por fungos e bactérias presentes nas folhas não preservadas adequadamente. Dentre os problemas mais comuns estão salmonela, pneumonia, reação alérgicas e histoplasmose. [38]
Problemas na gravidez
Na gravidez o uso da maconha está associado a alterações no desenvolvimento fetal levando a uma redução no peso ao nascer, elevando o risco pós-natal de formas raras de câncer.[39]
Transtornos psiquiátricos
O uso regular também está associado com o dobro de risco de surto psicótico e esquizofrenia, transtornos de ansiedade e transtornos do humor como depressão maior, distimia, apatia, transtorno do pânico, paranoia, alucinação, delirium e confusão mental; [40][41]
Disfunção sexual
Por desregular os hormônios sexuais, o uso frequente também está associado com câncer de testículo [42], disfunção sexual (como a ejaculação precoce ou a anorgasmia) e diminuição da fertilidade [43].
Danos cerebrais
Alguns estudos científicos também indicam risco aumentado de Acidente vascular cerebral[44] e de Mal de Alzheimer [45].
Síndrome de dependência
O risco de dependência é baixo e o risco de morrer por overdose é quase nulo quando comparado a outras drogas. A síndrome de dependência da maconha pode ser identificada por distúrbios do sono, apatia, perda do apetite, ansiedade, fadiga, náuseas, pressão baixa e irritabilidade. [46]

[editar] Efeitos a longo prazo

A ação de fumar cânabis é o método mais prejudicial do consumo, uma vez que a inalação de fumo a partir de materiais orgânicos, como a maconha, tabaco, jornais e material pode causar diversos problemas de saúde.[47]
Em comparação, o estudo sobre o uso da cânabis através da vaporização, constatou que "apenas 40% dos indivíduos têm a probabilidade de relatar sintomas respiratórios como os usuários que não a usam por vaporização, mesmo quando a sua idade, sexo, utilização do cigarro, e a quantidade de Cannabis consumida são controladas."[48] Outro estudo constatou que os vaporizadores são "um seguro e eficaz sistema para a utilização da Cannabis."[49][50]
Comparação dos danos físicos e da dependência em relação a várias drogas (feita pela revista médica britânica The Lancet).[51]
Em um estudo de 2007, o governo canadense constatou que o fumo da maconha continha maior concentração de algumas substâncias tóxicas do que o fumo do tabaco, porém muito menos diversidade de substâncias tóxicas.[52] O estudo determinou que o fumo da maconha continha 20 vezes mais amônia, e cinco vezes mais cianeto de hidrogénio e óxidos de nitrogênio do que o fumo do tabaco. Embora muitos investigadores não conseguiram encontrar uma correspondência,[53][54] alguns pesquisadores concluem que o fumo da maconha representa um maior risco de câncer de pulmão do que o fumo do tabaco.[55] Mas, diferentemente do tabaco, praticamente nenhum usuário de maconha fuma um maço por dia, se restringindo a fumar 1 ou 2 baseados.[56] Alguns estudos têm demonstrado que o mesmo ingrediente cannabidiol, não intoxicante, e que é encontrado na maconha, pode ser útil no tratamento do câncer de mama.[57]
O consumo da cânabis tem sido avaliado por vários estudos a serem correlacionados com o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, surto psicótico e depressão maior.[58][59] Alguns estudos correlacionam o uso de maconha e esquizofrenia[60]. No entanto, nunca foi demonstrada uma relação de causalidade entre o consumo da droga e o desenvolvimento desta doença.[61]
Apesar da cânabis, por vezes, tem sido associada com AVC, não é firmemente estabelecida a ligação e os mecanismos potenciais são desconhecidos.[62] Do mesmo modo, não existe nenhuma relação estabelecida entre o consumo de cannabis e doenças cardíacas, incluindo exacerbação em casos de doenças cardíacas existentes.[63]

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