terça-feira, 29 de maio de 2012

Agentes ocupam "Faculdade da Maconha" na Califórnia.

Agentes federais dos EUA ocuparam na segunda-feira uma faculdade da Califórnia que ensinava a cultivar maconha, como parte da repressão governamental ao uso médico da droga. As operações na Universidade Oaksterdam, em Oakland, e outros locais não-especificados foram realizadas em cumprimento a ordem expedida por um juiz anônimo, segundo Joycelyn Barnes, agente especial do DEA (agência federal antidrogas) em San Francisco.
Além de agentes do DEA, participaram da operação também fiscais da IRS (Receita Federal dos EUA) e oficiais de Justiça. Ela não quis comentar os motivos ou detalhes da operação, e disse que não há previsão de que prisões sejam feitas. "Isso é apenas parte de três agências combinando recursos para investigar a criminalidade que envolve a maconha", disse ela à Reuters.
No mês passado, o jornal Sacramento Bee informou que a procura de alunos pela faculdade diminuiu fortemente desde que o governo federal começou a fiscalizar com mais vigor os estabelecimentos que vendem maconha sob prescrição médica e as instalações de cultivo. A Califórnia e outros Estados dos EUA autorizam o consumo de maconha para fins médicos, mas nos últimos meses o governo federal tem fechado estabelecimentos que usavam a questão medicinal como fachada para o narcotráfico.
A Oaksterdam, que oferece cursos de cultivo de maconha e carreiras relacionadas, tem aulas nas manhãs de quarta-feira e em um fim de semana por mês. Salwa Ibrahim, assistente de Richard Lee, fundador da instituição, disse que o paradeiro dele é desconhecido, e não quis comentar a ação policial. "Uma coisa meio chata", limitou-se a dizer.
A entrada da faculdade ficou bloqueada com fitas pretas e amarelas, e do lado de fora dezenas de pessoas seguravam cartazes protestando contra a interferência federal e defendendo o uso médico da maconha. Michael Little Bear, 50 anos, um trabalhador braçal em licença devido a um problema nas costas, disse que vinha assistindo às aulas da disciplina Horticultura 2. "Experimentei (maconha) e funcionou (contra a dor). Então o próximo passo foi que eu queria fazê-la. Há uma bondade aqui (...). Eles ensinam o jeito certo de fazer as coisas."

Doutorado Sobre Maconha.

Índice
Módulo I
Introdução
01 - Gravidez
02 - Tolerância
03 - Overdose
04 - Memória
05 - Danos cerebrais
Módulo II
06 - Sistema reprodutor
07 - Dependência
08 - Aparelho respiratório
09 - Risco de câncer no pulmão
10 - Falhas na memória recente
Módulo III
11 - Taquicardia
12 - Xerostomia
13 - Paranóia
14 - Agitação
15 - THC
Módulo IV
Roteiro para elaboração do TCC – Tese

16 - Exemplos de tese
17 - Dicas de uma boa tese
18 - Problemas que podem ocorrer na elaboração da tese
19 - Sugestões para elaboração da tese
20 - Títulos da tese
21 - Capítulos da tese
22 - Introdução da tese
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Consumo de maconha no Brasil cresce 160% em 4 anos e é o maior da AL, diz ONU.

O Brasil é o país da América Latina que registrou maior aumento no consumo de maconha até 2005, passando de 1% da população adulta em 2001 para 2,6% em 2005. Também tem o maior mercado consumidor de cocaína e no continente fica atrás apenas dos Estados Unidos. Na América do Sul, o país é líder no uso de opiáceos (0,5% da população) e de anfetaminas (0,7%). Já são 870 mil os usuários de cocaína, 600 mil os usuários de opiáceos (ópio, morfina e heroína) e cerca de três milhões os usuários de maconha no Brasil.

Segundo o Relatório Mundial Sobre Drogas 2008, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC-Brasil), o território brasileiro tem sido explorado pelo crime organizado internacional como rota para carregamentos que vêm da Colômbia, da Bolívia e do Peru e seguem para a Europa. "É provável que isso tenha aumentado a oferta de cocaína para o mercado doméstico", ressalta o documento.

A droga também parece estar mais disponível nos Estados do Sul e do Sudeste do país -- áreas mais afetadas pelo tráfico com os vizinhos -- que têm respectivamente 3,1% e 3,7% da população usuária de cocaína. No Nordeste, a porcentagem cai para 1,2% e no Norte para 1,3%.

O aumento de quase 160% no consumo de maconha também está relacionado à disponibilidade dos derivados de cannabis (maconha e haxixe) vindos do Paraguai, maior produtor na América Latina (5,9 mil toneladas). No Brasil, a produção é em menor escala, para uso doméstico somente.

O documento ressalta ainda que o consumo de anfetaminas não deve ser negligenciado. Estimativas do UNODC indicam que uso da droga está diminuindo lentamente no mundo, mas nas Américas ele aumentou. Em 2006, Argentina, Brasil e Estados Unidos lideraram o consumo de estimulantes, com 17, 12 e 10 doses diárias para cada mil habitantes, sendo que no Brasil, o consumo de anfetaminas se equipara ao consumo de cocaína.

No Brasil, muitas das substâncias dos grupos dos estimulantes podem ser compradas licitamente de forma controlada. Elas são usadas como inibidores de apetite, os famosos remédios para emagrecer.
Em resposta à pressão pública para a aprovação do uso medicinal da maconha, o órgão responsável pelo controle de medicamentos dos Estados Unidos (the Office of National Drug Control Policy, Washington,DC) patrocinou um estudo realizado pelo Institute of Medicine, que teve como autores o Dr. Stanley J. Watson, o Dr. John A. Benson e a Dra. Janet E. Joy.

Este tinha como objetivo avaliar as evidências científicas dos benefícios e dos riscos do uso da maconha na medicina. Baseou-se em conhecimentos científicos e populares e foi validado por especialistas no assunto. O estudo foi publicado na revista Archives of General Psychiatry de junho de 2000.

A principal finalidade deste estudo foi determinar o que é verdadeiro e o que é falso a respeito do efeito terapêutico da maconha. Ele consiste em uma revisão sobre os mecanismos e locais de ação da droga, bem como, a eficácia e falhas de seu uso medicinal. Inclui também uma análise dos efeitos crônicos e agudos da maconha, sendo comparados os seus efeitos adversos com os de outras drogas já padronizadas.

A biologia da maconha

O conhecimento a respeito da neurobiologia da maconha vem mudando dramaticamente na última década. Foram descobertos dois tipos de receptores (estruturas orgânicas que se ligam aos componentes químicos da maconha e permitem sua ação dentro das células), que receberam o nome de CB1 e CB2, estes se localizam principalmente no cérebro e nas células do sistema imune.

Dentro do cérebro, estes receptores estão concentrados no sistema límbico, no córtex cerebral, no sistema motor e no hipocampo. Essas localizações explicam, em parte, os sintomas provocados pela maconha, como as alterações do estado mental, as mudanças de humor e as alterações da coordenação motora.

Seus efeitos sobre o sistema imune ainda não são bem conhecidos.

O papel da maconha na dor

Evidências de pesquisas em animais e em homens indicam que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante. Porém, mais estudos devem ser feitos para estabelecer a magnitude e a duração deste efeito, nas diversas condições clínicas. Os pacientes que poderiam ser beneficiados com o uso dessa droga seriam aqueles em uso de quimioterapia, em pós-operatório, com trauma raquimedular (lesão da coluna vertebral com acometimento da medula), com neuropatia periférica, em fase pós-infarto cerebral, com AIDS, ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica.

Quimioterapia induzindo náuseas e vômitos

Muitos oncologistas e pacientes defendem o uso da maconha, ou do THC (seu principal componente já estudado) como agente antiemético. Mas quando comparada com outros agentes, a maconha tem um efeito menor do que as drogas já existentes. Contudo, seus efeitos podem ser aumentados quando associados com outros antieméticos. Dessa maneira, o uso da cannabis na quimioterapia pode ser eficiente em pacientes com náuseas e vômitos não controlados com outros medicamentos.

Desnutrição e estimulação do apetite

Os estudos sobre os efeitos da maconha sugerem que esta droga pode ser importante no tratamento da desnutrição e da perda do apetite em pacientes com AIDS ou câncer. Mas outros medicamentos são mais efetivos do que a maconha, portanto, os autores recomendam pesquisas mais aprofundadas para avaliar a ação da maconha nesses pacientes.

Espasmo Muscular

Como já foi dito anteriormente, a maconha afeta o movimento, e estudos tem demonstrado que ela pode ajudar no controle do espasmo muscular (encontrado na esclerose múltipla ou no traumatismo raquimedular).

Mas as pesquisas que avaliaram essa capacidade da maconha devem ser analisadas com cuidado, uma vez que, outros sintomas associados a estas doenças, como a ansiedade, podem aumentar os espasmos, e nesse caso, a maconha poderia ter sua ação diminuindo a ansiedade e não controlando o espasmo propriamente dito. Por isso, os autores acreditam que mais estudos devem ser realizados para se confirmar esse efeito da maconha.

Movimentos desordenados

Estudos em animais demonstram que o uso da maconha pode estimular os movimentos em doses baixas e pode inibí-los em doses altas. Esta característica pode ser importante para o desenvolvimento de tratamentos para as desordens motoras na doença de Parkinson. Os autores acreditam que novos estudos devem ser feitos para avaliar a quantidade exata da droga que pode ser eficiente no tratamento dessa condição.

Epilepsia

O principal objetivo do tratamento da epilepsia é impedir completamente as crises. Os estudos a esse respeito ainda estão se iniciando, e muitas vezes as crises não foram inibidas com o uso da maconha, portanto, os autores acreditam que pesquisas com pessoas ainda não devem ser indicadas.

Glaucoma

Apesar do glaucoma ser uma das indicações mais citadas para o uso da maconha, os dados existentes não suportam esta indicação. A pressão alta intra-ocular é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma e a maconha poderia agir diminuindo esta pressão. Mas esse efeito é de curta duração e só é conseguido com altas doses da droga. Como as altas doses provocam muitos efeitos indesejáveis e as medicações já existentes são bastante efetivas e com efeitos colaterais mínimos, os autores acreditam que o uso da cannabis nessa condição ainda não está indicado.

Efeitos adversos

Os efeitos adversos da cannabis podem ser divididos em duas categorias: os efeitos do hábito de fumar crônico e os efeitos do THC. O fumo crônico da maconha provoca alterações das células do trato respiratório, e aumentam a incidência de câncer de pulmão entre os usuários. Os efeitos associados ao longo tempo de exposição ao THC são a dependência dos efeitos psicoativos e a síndrome de abstinência com a cessação do uso. Os sintomas da síndrome de abstinência incluem agitação, insônia, irritabilidade, náusea e cãibras.

Alguns autores sugerem que a maconha é uma porta de entrada para outras drogas ilícitas. Mas ainda não existem estudos científicos que comprovem essa hipótese. E outras drogas como o tabaco e o álcool, na verdade, são as primeiras drogas a serem usadas antes da maconha.

Conclusão

Resumindo, os dados indicam um efeito terapêutico modesto, particularmente, no controle da dor, alívio de náuseas e vômitos, e estimulação do apetite. Seus efeitos foram melhores estabelecidos para o THC. Mas a maconha possui vários outros componentes que não tem seus efeitos estudados, e que podem trazer muitos riscos.

Os dados atuais não afastam e nem dão suporte para a hipótese de que o uso medicinal da maconha poderia aumentar o uso ilícito dessa droga. Ao final do estudo os autores concluíram que o futuro do uso terapêutico da maconha está associado com o desenvolvimento de substâncias puras, e não com o fumo da mesma.

Legalização das drogas no Brasil.

Liberar ou Não Liberar?

Antes de entender um pouco sobre a legalização da maconha no Brasil entenderemos um pouco sobre a história:
A maconha foi criminalizada no começo do Século 20 em quase todo o mundo.
Na Grã Bretanha, a cannabis foi proibida em 1928 depois de uma convenção que foi acordado em Genebra, Suíça em 1925. A campanha pela legalização da cannabis ganhou força a partir das décadas de 80, 90, notavelmente apoiadas por artistas e políticos liberais.

A marcha das drogas no Brasil

No Brasil, o cultivo do cânhamo foi uma das propostas do político Fernando Gabeira, que tentou programar o cultivo do cânhamo para fins industriais.
Sabe-se que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, membro da Comissão Latino-americana de Drogas e Democracia, apoia a descriminalização da posse de pequenas quantidades para uso pessoal da maconha afirmando que a repressão resulta num aumento de violência e consumo.
O que para alguns críticos esse argumento esse argumento acaba não tendo lógica.
Para Bo Mathiasen, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes afirmou que a descriminalização não reduziria a força do crime organizado, pois este não existe em função da droga.
Mas mesmo assim, Fernando Henrique Cardoso defende que se devem criar mecanismos que desestimulem o uso das drogas.
No Brasil, não existe mais a pena de prisão ou reclusão para o consumo, ou seja, o armazenamento ou posse de pequena quantidade para uso pessoal, inclusive maconha.
Portanto, não existe uma de prisão para quem cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância capaz de causar dependência.

Estão previstas novas penas para usuários de drogas:

• Advertência sobre os efeitos das drogas;
• Prestação de serviços à comunidade ou
• Medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
Artigo 28 da lei nº 11.343/2006, de 23 de agosto.
Pela lei, a responsabilidade é do juiz avaliar se aquela quantidade encontrada com o meliante é considerada para consumo ou para o tráfego, levando em consideração: O tipo de Drogasdroga; A quantidade apreendida; O local; Condições envolvidas na apreensão como, por exemplo, as circunstâncias pessoais e sociais, a conduta e os antecedentes do usuário.
Enfim esse é um caso a ser discutido, onde as opiniões ou se opõem ou concordam entre si. E você qual sua opinião sobre esse assunto? É uma dificil decisão já que, esses recursos de alguma forma seriam economizados com a legalização, mas por outro lado o numero de viciados seria ainda maior.
Opiniões a favor:
• Haveria menos presos apenas por uso de drogas e, portanto, haveria mais espaço nas cadeias para criminosos perigosos;
• Menos pessoas morreriam no combate ao tráfico;
• Poderia haver redução da criminalidade, pois muitos crimes são cometidos para financiar o tráfico;
• Centenas de bilhões gastos todo ano por governos do mundo todo com a repressão às drogas poderiam ser investidos em outras áreas;
Opiniões Contra:
• Poderia haver um aumento no número de dependentes, pois as drogas seriam mais baratas e acessíveis;
• Os sistemas públicos de saúde gastariam mais com o tratamento dos dependentes;
• As violentas disputas entre traficantes pelo mercado de drogas não terminariam;
• Com mais viciados, poderia haver um aumento no número de crimes cometidos, em busca de dinheiro para sustentar o vício.

MACONHA

Cânabis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Se procura pela planta de nome semelhante, consulte Cannabis; para o EP da banda Brujeria, veja Marijuana (EP).
Cânabis (português brasileiro) ou canábis (português europeu) (do gênero Cannabis), popularmente maconha, liamba, erva, marijuana,[1] cânhamo, ganja ou ganza (do sânscrito गांजा, transl. gañjā, "cânhamo") ou suruma (em Moçambique[2]) refere-se a um número de drogas psicoativas derivadas da planta Cannabis.
A forma herbácea da droga consiste de flores femininas maturas e nas folhas que subtendem das plantas pistiladas (femininas). A forma resinosa, conhecida como haxixe,[3] consiste fundamentalmente de tricomas glandulares coletados do mesmo material vegetal.
O principal composto químico psicoativo presente na cânabis é o Δ9-tetrahidrocanabinol (delta-9-tetrahidrocanabinol),[3] comumente conhecido como THC - cuja concentração média é de até 8%, mas algumas variedades de maconha (cruzamentos entre a espécie Cannabis sativa e a Cannabis indica) comumente conhecidas como skunk ("cangambá", em inglês) produzem recordes na marca de 33% de THC. Pelo menos 66 outros canabinóides estão presentes na Cannabis, como o canabidiol (CBD) e o canabinol (CBN), muitos dos quais causam interações psicoativas.
O consumo humano da cânabis teve início no terceiro milênio a.C..[4] Nos tempos modernos, a droga tem sido utilizada para fins recreativos, religiosos ou espirituais, ou para efeitos medicinais. As Nações Unidas estimam que cerca de quatro por cento da população mundial (162 milhões de pessoas) usam maconha pelo menos uma vez ao ano e cerca de 0,6 por cento (22,5 milhões) consomem-na diariamente.[5] A posse, uso ou venda da maconha se tornou ilegal na maioria dos países do mundo no início do século XX; desde então, alguns países têm intensificado as leis que regulamentam a proibição do produto, enquanto outros reduziram a prioridade na aplicação destas leis.
Cânabis.

Índice

[esconder]

[editar] Potência

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNDOC, na sigla em inglês), a quantidade de tetrahidrocanabinol (THC) presente em uma amostra de cânabis é geralmente utilizada como medida de potência desta maconha.[6] Os três principais tipos de produtos derivados da cânabis são a erva (maconha), a resina (haxixe) e o óleo (óleo de haxixe). O UNODC afirma que a maconha frequentemente contém 5 por cento de seu conteúdo composto por THC, enquanto a resina pode conter até 20% de conteúdo, e o óleo de haxixe cerca de 60%.[6]
Um estudo publicado em 2000 no Journal of Forensic Sciences concluiu que a potência da maconha confiscada nos Estados Unidos passou de "cerca de 3,3% em 1983 e 1984" para "4,47% em 1997." Concluiu igualmente que "outros grandes canabinóides [o canabidiol (CBD), o canabinol (CBN) e o canabicromeno (CBC)] não mostraram qualquer mudança significativa na sua concentração ao longo dos anos."[7]
O Centro Nacional de Informação e Prevenção da Cânabis da Austrália afirma que os 'brotos' da cannabis de sexo feminino contêm a concentração mais alta de THC, seguido pelas folhas. Os caules e as sementes têm "níveis muito mais baixos".[8] A ONU afirma que as folhas podem conter dez vezes menos THC do que os brotos, e os caules cem vezes menos THC.[6]

[editar] Formas

Marijuana.

[editar] Maconha

Os termos maconha, liamba ou marijuana referem-se às folhas secas das plantas Cannabis e às flores das plantas femininas.[9] Este é o modo mais amplo de consumir-se cannabis. Contém um teor de THC que pode variar de 3% até 22%;[10] em contrapartida, a Cannabis utilizada para produzir linhagens industrais de cânhamo contém menos de 1% do THC.[11]

[editar] Haxixe

Haxixe.
O haxixe é uma resina concentrada, produzida a partir das plantas fêmeas da cânabis. O haxixe é mais forte do que a maconha, e pode ser fumado ou mastigado.[12] Ele varia na cor, de preto ao dourado escuro.

[editar] Kief

O kief é feito a partir de tricomas (incorretamente referida muitas vezes como "pólen"), retiradas das folhas e flores das plantas Cannabis. Kief também pode ser compactado para produzir uma forma de haxixe, ou consumido em forma de pó.[13]

[editar] Óleo de haxixe

Óleo de haxixe.
O óleo de haxixe, é um óleo essencial extraído das plantas Cannabis através da utilização de diversos solventes. Possui uma elevada proporção de canabinóides (variando entre 40-90%).[14]

[editar] Formas de consumo

Um vaporizador Volcano.
Cachimbo para o consumo de maconha.
A cânabis é consumida de muitas maneiras diferentes, sendo que a maioria envolve inalar fumaça ou vapor a partir de plantas ou cachimbos.
Vários dispositivos existentes são utilizados para fumar a cânabis. Os mais comumente usados incluem tigelas, bongs, chilums, papéis e folhas de tabaco embalados. Métodos locais diferem pela preparação da planta cannabis antes da sua utilização; as partes da planta Cannabis que são utilizadas, bem como o tratamento do fumo antes da inalação.[15]
Um vaporizador aquece a cânabis herbácea 365-410 °F (185-210 °C), o que faz com que os ingredientes ativos evaporem em um gás sem queima do material vegetal (o ponto de ebulição do THC é 392 °F (200 °C) numa pressão de 0,02 mmHg, e um pouco superior à pressão atmosférica normal).[16] É a menor proporção de produtos químicos tóxicos que são liberados pelo tabagismo, embora isto possa variar, dependendo da forma do vaporizador e a temperatura em que é definido. Este método de consumir cannabis produz efeitos marcadamente diferentes do que fumar devido à inflamação de pontos de diferentes canabinóides; por exemplo, cannabinol (CBN) tem um ponto de inflamação de 212,7 °C[17] e seria normalmente presente na fumaça, mas pode não estar presente no vapor.
Como uma alternativa ao tabaco, a cânabis pode ser consumida por via oral. No entanto, a maconha ou o seu extrato deve ser suficientemente aquecido ou desidratado para causar descar-boxilação de seus canabinóides mais abundantes.[18]
A cânabis também pode ser consumida na forma de chá. O THC é lipofílico e pouco solúvel (com uma solubilidade de 2,8 mg por litro)[19] para chás. É feito com uma primeira adição de gordura saturada para uma de água quente e utilizando uma pequena quantidade de maconha, junto com chá preto ou verde e algumas folhas de mel ou açúcar, mergulhada durante cerca de 5 minutos.

[editar] Efeitos na saúde

Demonstração dos principais efeitos causados pelo uso da cânabis.
A cânabis produz efeitos psicoativos e fisiológicos quando consumida. A quantidade mínima de THC para poder notar-se um efeito perceptível é de cerca de 10 microgramas por quilo de peso corporal.[20] Para além de uma mudança na percepção subjetiva, as mais comuns de curto prazo são efeitos físicos e neurológicos, que incluem aumento da freqüência cardíaca, diminuição da pressão do sangue, diminuição da coordenação psicomotora, e perda de memória.[21] Efeitos a longo prazo são menos claros.[22][23]
Alguns estudos associam o uso prolongado da Cannabis com o desenvolvimento de cânceres pois sua fumaça possui de 50% a 70% a mais de hidrocarbonos cancerígenos que o tabaco. Os cânceres mais citados em estudos são os que afetam o respiratório[24] e o sistema reprodutor.[25]

[editar] Efeitos psicoativos

Embora muitos fármacos claramente a inserem na categoria de qualquer estimulante, sedativo, alucinógeno, ou antipsicótica, a cânabis contém tanto THC e canabidiol (CBD), os quais fazem parte da propriedade dos alucinógenos e principalmente estimulantes. Alguns estudos sugerem outros canabinóides, especialmente CDB, encontrado na planta Cannabis que altera a psicoativadade do THC e efeitos estimulantes.[26][27][28]

[editar] Questões da saúde

[editar] Uso medicinal

A Cannabis é indicada para tratar e prevenir náuseas e vômitos, para tratamento de glaucoma, espasmos, além de ser usado como relaxante muscular bem como um analgésico geral. Estudos individuais também foram realizados indicando a maconha para tratamento da esclerose múltipla. Extratos de cânabis também foram criados e vendidos como medicamentos prescritos nos Estados Unidos, principalmente para o tratamento da dor e náusea. Estudos recentes comprovaram a eficácia do THC, principal substância da maconha, contra o células cancerígenas. Em pesquisas com tratamento de câncer há indícios de que o THC possa induzir as células malsãs a um processo de autodestruição [carece de fontes?]; além de pesquisas com injeções intramusculares de concentrações do D9-tetrahidrocanabinol (D9-THC) retardarem a progressão da imunodeficiência de macacos infectados com SIV (variante do vírus HIV) por diminuição da carga viral. [29] [30] [31] Alguns estudos apontam o consumo de THC como benéfico para portadores de Mal de Alzheimer [32]. O brasileiro Dartiu Xavier da Silveira, Doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica, foi responsável por um estudo com dependentes de crack no qual estes se dispuseram a tratar sua dependência com maconha. Ao final do tratamento, 68% dos pacientes abandonaram o uso de crack, e posteriormente também cessaram o uso de maconha. O estudo foi publicado na conceituada revista científica americana Journal of Psychoactive Drugs, em 1999.[33]
Em 2009, um americano entrou para o Guiness Book como a pessoa que mais fumou maconha "legal" no mundo [34]. Irvin Rosenfeld possui um câncer raro nos ossos e recebe a maconha gratuitamente do governo americano como tratamento. O paciente afirma já ter fumado cerca de 115 mil cigarros de cânabis medicinal, uma média de 10 a 12 por dia, desde 1981, tendo sido o segundo paciente a se beneficiar da lei que autoriza o uso de maconha para fins terapêuticos nos Estados Unidos.

[editar] Problemas de saúde

Prejuízo cognitivo
A OMS atesta que o uso da maconha comprovadamente prejudica o desenvolvimento cognitivo (capacidade de aprendizagem), incluindo processos associativos, a capacidade de recordar itens previamente escolhidos, o desempenho psicomotor em uma grande variedade de tarefas tais como coordenação motora, atenção dividida e tarefas operativas de vários tipos como desempenho em máquinas complexas pelo tempo de até 24 horas depois de fumar somente 20 mg de THC.[35] O uso prolongado de maconha não causa prejuízos nas capacidades cognitivas (raciocínio, aprendizado e resolusão de problemas) permanentemente.[36].
Além disso há um aumento no risco de acidentes entre as pessoas que dirigem quando intoxicadas pela maconha.[carece de fontes?] Seu uso constante ainda proporciona deficiência de funcionamento cognitivo que incluem: organização e integração de informações complexas, mecanismos de atenção e processos de memória, mas não leva a um maior comprometimento sem recuperação, pois com a cessação do uso os efeitos passam.[carece de fontes?]
Problemas respiratórios
O consumo da maconha pode causar ferimento epitelial da traqueia e dos brônquios, lesões das vias aéreas, inflamação pulmonar e comprometer a defesa imunológica contra a infecção pulmonar. Há ainda uma maior prevalência de sintomas de bronquite crônica e uma maior incidência de bronquite aguda. A ingestão de fumaça por tempo prolongado e sem filtro aumenta em muito o risco de câncer nas vias respiratórias (boca, faringe, laringe e pulmões).[37]
Além disso, existe o risco de contaminação por diversos agentes infecciosos que não são destruídos ao se fumar, sendo possível que a fumaça cause contaminações pulmonares por fungos e bactérias presentes nas folhas não preservadas adequadamente. Dentre os problemas mais comuns estão salmonela, pneumonia, reação alérgicas e histoplasmose. [38]
Problemas na gravidez
Na gravidez o uso da maconha está associado a alterações no desenvolvimento fetal levando a uma redução no peso ao nascer, elevando o risco pós-natal de formas raras de câncer.[39]
Transtornos psiquiátricos
O uso regular também está associado com o dobro de risco de surto psicótico e esquizofrenia, transtornos de ansiedade e transtornos do humor como depressão maior, distimia, apatia, transtorno do pânico, paranoia, alucinação, delirium e confusão mental; [40][41]
Disfunção sexual
Por desregular os hormônios sexuais, o uso frequente também está associado com câncer de testículo [42], disfunção sexual (como a ejaculação precoce ou a anorgasmia) e diminuição da fertilidade [43].
Danos cerebrais
Alguns estudos científicos também indicam risco aumentado de Acidente vascular cerebral[44] e de Mal de Alzheimer [45].
Síndrome de dependência
O risco de dependência é baixo e o risco de morrer por overdose é quase nulo quando comparado a outras drogas. A síndrome de dependência da maconha pode ser identificada por distúrbios do sono, apatia, perda do apetite, ansiedade, fadiga, náuseas, pressão baixa e irritabilidade. [46]

[editar] Efeitos a longo prazo

A ação de fumar cânabis é o método mais prejudicial do consumo, uma vez que a inalação de fumo a partir de materiais orgânicos, como a maconha, tabaco, jornais e material pode causar diversos problemas de saúde.[47]
Em comparação, o estudo sobre o uso da cânabis através da vaporização, constatou que "apenas 40% dos indivíduos têm a probabilidade de relatar sintomas respiratórios como os usuários que não a usam por vaporização, mesmo quando a sua idade, sexo, utilização do cigarro, e a quantidade de Cannabis consumida são controladas."[48] Outro estudo constatou que os vaporizadores são "um seguro e eficaz sistema para a utilização da Cannabis."[49][50]
Comparação dos danos físicos e da dependência em relação a várias drogas (feita pela revista médica britânica The Lancet).[51]
Em um estudo de 2007, o governo canadense constatou que o fumo da maconha continha maior concentração de algumas substâncias tóxicas do que o fumo do tabaco, porém muito menos diversidade de substâncias tóxicas.[52] O estudo determinou que o fumo da maconha continha 20 vezes mais amônia, e cinco vezes mais cianeto de hidrogénio e óxidos de nitrogênio do que o fumo do tabaco. Embora muitos investigadores não conseguiram encontrar uma correspondência,[53][54] alguns pesquisadores concluem que o fumo da maconha representa um maior risco de câncer de pulmão do que o fumo do tabaco.[55] Mas, diferentemente do tabaco, praticamente nenhum usuário de maconha fuma um maço por dia, se restringindo a fumar 1 ou 2 baseados.[56] Alguns estudos têm demonstrado que o mesmo ingrediente cannabidiol, não intoxicante, e que é encontrado na maconha, pode ser útil no tratamento do câncer de mama.[57]
O consumo da cânabis tem sido avaliado por vários estudos a serem correlacionados com o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, surto psicótico e depressão maior.[58][59] Alguns estudos correlacionam o uso de maconha e esquizofrenia[60]. No entanto, nunca foi demonstrada uma relação de causalidade entre o consumo da droga e o desenvolvimento desta doença.[61]
Apesar da cânabis, por vezes, tem sido associada com AVC, não é firmemente estabelecida a ligação e os mecanismos potenciais são desconhecidos.[62] Do mesmo modo, não existe nenhuma relação estabelecida entre o consumo de cannabis e doenças cardíacas, incluindo exacerbação em casos de doenças cardíacas existentes.[63]

[editar] Diferença de velocidades de absorção

ViaVelocidadeBiodisponibilidade (%)Início do efeitoPico de efeitoDuração do efeito
OralIrregular e lenta
6
30-60 minutos2,5 - 3,5 horas4 - 6 horas
Pulmonar (fumada)Muito rápida
18
Alguns minutos8 - 15 minutos2 - 3 horas

[editar] História

Cannabis sativa em Dioscórides, edição de Vienna 512 a.C.
As primeiras evidências da inalação de cânabis são datadas do terceiro milênio a.C., tal como indicado pelas sementes de Cannabis que foram encontradas em um sítio, onde hoje é a Romênia.[4] Os mais famosos usuários de maconha daquele tempo eram os hindus da Índia e do Nepal, os quais deram o nome de ganjika a erva.[64][65] A antiga droga soma, mencionada como um alucinógeno estimulante sagrado, foi por vezes associada a cânabis.[66]
A cânabis também foi utilizada pelo povo assírio, que descobriu as suas propriedades psicoativas através dos arianos.[67] Era utilizada em algumas cerimônias religiosas, onde era chamada qunubu (que significa "caminho para a produção de fumo"), provável origem da palavra moderna cannabis.[68] A maconha também foi introduzida pelos arianos aos cítios e trácios / dácios, e os xamanes queimavam flores da Cannabis para induzir um estado de transe.[69] Os membros do culto de Dionísio, também inalavam maconha durante as missas. Em 2003, uma cesta cheia de couro com folhas e sementes de Cannabis foi encontrada no noroeste da Região Autónoma de Xinjiang Uygur, China. Datava de próximo a um 2500 a 2800 anos[70][71]
A maconha se tornou ilegal nos Estados Unidos em 1937 devido a Marihuana Tax Act of 1937. Várias teorias tentam explicar por que é ilegal na maioria das sociedades ocidentais. Jack Herer, um ativista a favor da legalização da maconha e escritor, argumenta que os interesses económicos do papel e da indústria química foram as principais forças para torná-la ilegal.[72][73][74]
Hoje, a utilização recreativa da cânabis no mundo ocidental impulsiona uma considerável procura da droga. Ela é a colheira lucrativa com maior dimensão nos Estados Unidos, gerando um valor estimado em US$36 bilhões no mercado.[75] A maior parte do dinheiro não é gasto no cultivo e produção, mas no contrabando e fornecimento para os compradores.
O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência relatou que geralmente os preços da cânabis na Europa variam de 2 a 14 euros por grama, tendo a maioria dos países uma média entre 4-10 euros.[76] O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime reportou em 2008 que os preços variavam em sua maioria entre 10/15 dólares por grama.[77]

[editar] Legalização da cânabis

Campanha para a ilegalização da maconha em 1935.

[editar] Brasil

A campanha pela legalização da cânabis ganhou força a partir das décadas de 1980 e 1990, notadamente apoiada por artistas e políticos liberais. No Brasil, é uma das bandeiras do político Fernando Gabeira, que tentou implementar o cultivo do cânhamo para fins industriais.

[editar] Portugal

O uso da cânabis em Portugal foi descriminalizado a 6 de julho de 2000, em uma lei aprovada pelo Parlamento.[78]

[editar] Soro da verdade

A maconha foi utilizada como soro da verdade pelo Office of Strategic Services (OSS), uma agência governamental dos Estados Unidos formada durante a Segunda Guerra Mundial, no início dos anos 1940. Foi o mais efetivo soro da verdade desenvolvido pela OSS no St. Elizabeths Hospital; o que causou muita polêmica na época.[79]
Em maio de 1943, o major George Hunter White, chefe das operações de contraespionagem dos Estados Unidos, organizou uma reunião com Augusto Del Gracio, um porta-voz do gangster Lucky Luciano. A Del Gracio foi dado cigarros de Cannabis com uma alta concentração de THC, o que o fez ficar literalmente fora-de-si e falar sobre uma operação da heroína, organizada por Luciano. Em uma segunda ocasião, a dose foi aumentada e Del Gracio desmaiou por duas horas.[79]

[editar] Utilização da cânabis com outras drogas

Baseado (português brasileiro) ou charro (português europeu) é o nome popular dado ao cigarro feito com a cânabis. É geralmente confeccionado a partir de papéis a base de arroz, mas também pode ser feito a partir de guardanapos, cartolina, sacos de pão, papel-seda e outros materiais. Segundo especialistas, um cigarro de cânabis equivale ao fumo de cinco cigarros de tabaco.[80]
O baseado também é popularmente conhecido no Brasil como beck ou "breu" ,[81] beise ou ret (uma corruptela da palavra francesa cigarette); como fino, cabinho ou perninha-de-grilo, quando contém pouca quantidade de maconha; ou como bomba, vela ou tora, "charola", quando contém muita. Quando a quantidade é muito extravagante é chamado de trave, é chamado viga quando a quantidade é absurdamente extravagante ou cone, se a abertura for maior. Já as designações portuguesas variam: paiva(norte do país), charro, ganza, canhão ou broca sendo as mais vulgares.[carece de fontes?]
Existem também certas misturas com outros tipos de drogas, que ganharam nomes populares como freebase e mesclado (maconha com cocaína),[82] e cabral, "pitico" ou "zirrê" (maconha com crack).

[editar] Adulterantes

É menos comum a presença de adulterantes na maconha do que em outras drogas. Giz (na Holanda) e partículas de vidro (no Reino Unido) têm sido utilizadas para fazer o produto parecer de melhor qualidade.[83][84][85] O uso de chumbo para aumentar o peso dos produtos de haxixe na Alemanha provocou intoxicações com chumbo em pelo menos 29 usuários.[86] Na Holanda, foram encontrados dois similares químicos do Sildenafil (Viagra) em maconha adulterada.[87]

[editar] Ver também